Totalmente off-topic, mas vale a pena para divertir e, é claro, ver a maravilhosa atuação dos jipes. Estou pensando seriamente em testar para ver se nosso Samurai salta desse jeito!
Tito Rosemberg – aquele que participou do Camel Trophy – já disse uma vez que uma viagem é como uma pós-graduação em viver. Sabias palavras de um nômade mais que ‘escolado’ em matéria de rodar pelo mundo afora. E uma das coisas boas de trabalhar com jornalismo fora-de-estrada é a possibilidade (e necessidade) de sempre estar viajando. O ano inteiro vamos atrás das informações que você vê na revista.
Com a editora em recesso durante as festas de fim de ano, aproveitei para, adivinhe, viajar. Fomos conhecer alguns lugares de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Rodamos quase 5 mil km pegando estradas de asfalto (bem mais que gostaria) e alguns trechos off-road leve. Foi bem legal, pena o tempo ser meio curto. Algumas considerações:
- Fomos a Urubici e São Joaquim, consideradas as cidades mais frias do Brasil. Pegamos 32º lá!
- As serras do Corvo Branco e Rio do Rastro são imperdíveis. Se você ainda não foi lá, vá. O visual é incrível!
- Gramado é um bom lugar para passar o reveillon. A cidade está toda iluminada e as ruas ficam cheias. Todo mundo com sua garrafa de champagne.
- Por incrível que pareça, mesmo estando na região de Bento Gonçalves e Garibaldi, tivemos que comprar a champagne do reveillon numa loja de conveniências. Todas as vinícolas estavam fechadas.
- O Cânion do Itaimbezinho é um dos lugares mais bonitos que já vi. É outro lugar imperdível. Quero voltar lá em outra época para tentar pegar o tempo mais limpo.
- A cozinha (restaurante) do Mercure de Caxias do Sul/RS é péssima! Já o de Florianópolis/SC é ótimo.
- Se você vai para o Rio Grande do Sul prepare o bolso. Os pedágios são caros e as estradas ruins. Para ter ideia, de Caxias para Gramado são 70 km em pista única e sem acostamento. Tem dois pedágios totalizando R$ 12,80 (Média de R$ 0,18 por km rodado enquanto na Fernão Dias, entre SP e BH são 6 pedágios de 1,10 o que dá R$ 0,01 por km rodado em pista dupla e acostamento).

Início da descida da Serra do Corvo Branco
Parece que agora finalmente sai o Stark, veículo 4×4 criado pela TAC em Santa Catarina. O jipe tem design arrojado, estrutura tubular e motor diesel 2.3 da FPT (do grupo Fiat). Com certeza é um carro que chama a atenção e foi desenvolvido com os olhos de um jipeiro, Adolfo César, diretor-presidente da empresa que tem em seu currículo várias trilhas e raids como Transparaná.
Com o lançamento, o Brasil passa a ter três fabricantes nacionais de veículos off-road. O Stark vai chegar para concorrer com o já consagrado Troller e o Marruá, projeto da Agrale baseado no Engesa 4. Nada mal! Ainda não testamos o jipe catarinense, mas pelo que já vimos dele, a briga vai ser boa. São três excelentes jipes.
Por enquanto, o Troller leva vantagem. Já tem uma rede de concessionárias estabelecidas, a marca Ford por trás, uma legião de fãs e o preço, na faixa de R$87.000, o mais barato deles. O Marruá não sai por menos de R$ 104.000,00 e o Stark será vendido diretamente pela fábrica ou por uma concessionária em São Paulo por R$ 98.780,00.

As últimas semanas têm sido agitadas aqui na Planeta Off-Road. Além de estar em fase de fechamento de edição (acredite, semana de fechamento é sempre uma loucura!), dois novos projetos da editora estão andando e, de quebra, ainda teve a Bienal do Automóvel.
Acredito que dá para imaginar como foi corrido. Na Bienal, que este ano estava com mais expositores de peso, novamente montamos um stand com o ‘Mickey’ (o Samurai também conhecido por ‘Planetomóvel’), as revistas e os produtos da Griffe Planeta Off-Road. Foi um sucesso. O stand esteve sempre cheio e tinha muita gente rodando na Bienal com a camisa da Planeta!
Passada a correria, resta trabalhar mais um pouco ainda este ano nos dois novos projetos da editora. Estes ainda são segredos mas em breve contamos tudo aqui. Por enquanto, este é só o post inaugural do Blog da Planeta Off-Road.

Stand da Revista Planeta Off-Road na Bienal do Automóvel