A Copa Vale vale a pena
>por Decio
Pedroso
Neste último final de semana, 26 e 27 de outubro, ocorreu,
em Mogi das Cruzes-SP, a última etapa da Copa Vale Raid.
Tendo participado como convidado pelo Jipe
Clube de São José dos Campos, posso falar
desse evento com bastante isenção.
Foram seis etapas muito técnicas, onde tanto pilotos
quanto navegadores foram postos à prova. Os seis jipe
clubes que compõem a organização da Copa
demonstraram que gostam do que fazem e sabem fazer com
competência. Desde a organização da prova,
levantamento, percurso, planilhas, até a festa de confraternização
no final. Em tudo se percebia um toque de atenção
especial, uma preocupação com os detalhes, o cuidado
não só de fazer, mas fazer bem feito. E a maior
prova disso é que, ao fim de todas as etapas, nem um
recurso foi recebido pelas organizações.
A Copa Vale é uma copa para correr entre amigos e festejar
entre eles. E isso não significa moleza, não.
Exemplo disso foi essa última etapa em Mogi. Mesmo com
uma planilha extremamente precisa, as pegadinhas foram postas
com uma sabedoria enervante. Equipes com bastante experiência,
dentre elas, duas entre as primeiras colocações
na Copa Sudeste, se perderam bonito pelas trilhas de Mogi. Na
verdade, pelas conversas que tivemos, não houve quem
não tivesse "tomado um perdido" durante a prova,
inclusive, naturalmente, nós.
A Copa Vale também vem provar que se pode organizar provas
emocionantes, competitivas e realmente difíceis, sem
abusar das médias de velocidade. De fato, a maior média
nesta última etapa foi de modestos 30 km/h. E não
vi ninguém reclamar de falta de adrenalina, não.
Pelo contrário, adrenalina não tem faltado nas
provas da Copa Vale. Aumentar a dificuldade de uma prova simplesmente
aplicando um fator de multiplicação nas médias
dos trechos navegados é coisa simples que qualquer um
faz. Mas tem que ser realmente conhecedor do assunto para deixar
pilotos e navegadores de cabelo em pé com médias
baixas.
O resultado disso é um número enorme de veículos
inscritos, tanto na Copa, como individualmente em cada etapa,
pela categoria Turismo.
Vemos ainda muitos Jeep Willys correndo em pé de igualdade
com os mais novos e reluzentes 4x4, o que demonstra que o investimento
no equipamento não é fator decisivo para o sucesso
de quem corre a Vale.
Outro fator importante é que todas as provas são
cronometradas pela Totem, com entrega de boleto, e isso também
dá muita segurança aos competidores com relação
à apuração de suas performances.
Além do mais, o Peninha (NR: Alexandre Bortot, proprietário
da Totem) e sua equipe, quando se deslocam para um evento
desses, além da cronometragem, que fazem com competência,
levam consigo o já famoso "Totem-Móvel",
que é o melhor ponto de apoio para os usuários
dessa marca. Suporte, fornecimento de peças, ajuda na
programação e até o empréstimo de
algum equipamento que na hora "H" não funcionou
são coisas comuns de se ver junto ao famoso furgão
branco.
O percurso das provas também é muito bem escolhido,
sempre contando com a presença competente do pessoal
de apoio nos locais mais problemáticos. Isso se traduz
em provas que fluem, sem os odiosos congestionamentos de trilha,
que podem reduzir a nada a participação da mais
competente das equipes.
Por tudo isso, a Copa Vale vem crescendo e se firmando como
um dos mais importantes eventos no calendário off-road
paulista. Merecidamente.
Decio Pedroso
decioapn@terra.com.br
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