A estréia da Rally Rio Racing no Sulamericano
por Paulo
Vignoli
Carro: Mitsubishi Lancer Evo V 2.000
Categoria: N4
Piloto: Paulo Vignoli
Navegador: Luiz Vignoli
Chegamos em Missiones na quinta-feira à noite. A expectativa
era enorme, afinal iríamos estrear em provas de rally
de velocidade logo na primeira etapa do Sulamericano (CODASUR),
em Missiones, no Paraguai. Ainda próximo a San Juan,
um temporal desabou por mais de uma hora e, como além
de não conhecermos os percursos não tínhamos
pneus de chuva, a tensão aumentou. Chegamos a tempo de
presenciar o briefing; muitas perguntas e esclarecimentos, afinal
não conhecíamos nada. O pessoal da organização
foi extremamente atencioso, nos deu todo apoio e foi sempre
solícito. Aliás a organização de
todo o evento foi perfeita.
No dia seguinte, sexta-feira, testamos pela primeira vez o carro:
absolutamente ingovernável naquela lama de terra vermelha.
Para piorar, acabou a gasolina durante o shakedown. Neste momento
ainda não tínhamos um levantamento do percurso.
Meu irmão e navegador Tavo pediu socorro ao Tedesco (piloto
brasileiro da A6, que corre de FIAT Palio), que prontamente
forneceu seu levantamento, um auxílio sem o qual não
teríamos tido condições de sermos competitivos.
A vistoria se aproximava e o carro não estava nem decalcado.
Quando o carro ficou pronto, tivemos 3 minutos para entrar na
vistoria. Aliás, que vistoria! O carro é checado
e rechecado por vários fiscais; caixa, motor e diferenciais
são lacrados. Tudo muito rigoroso, porém muito
profissional. Ufa... O carro passou na vistoria, eram 19h, e
o levamos então direto para o parque fechado.
Ao chegar no parque fechado, a primeira real noção
da concorrência: 103 carros, sendo 10 A8 e 17 N4. A adrenalina
surge do nada. Os carros são muito preparados e dá
pra notar a qualidade das peças e dos equipamentos. Carro
guardado, é hora de comer e ir dormir, afinal são
10 da noite, estamos exaustos e o rally começa às
6h30 para o primeiro carro - o nosso sai às 7h14 da manhã.
Fomos jantar com alguns amigos paraguaios. Durante o jantar,
um dos diretores da prova nos aconselha a fazer o reconhecimento
naquele momento. Um paraguaio que conhece os trechos se dispõe
a ir também. Ora!! Mas é meia-noite e estamos
exaustos! Sem conversa; chegamos em casa às 3 da manhã!!
Sábado, 7 de abril:
Ainda sonâmbulos, largamos para a primeira especial. Muita
lama nas curvas. Chegamos em décimo primeiro na N4 geral.
Segunda especial, um pouco mais seco, chegamos em sexto. Parque
de Reparos por 30 minutos e lá vamos para a terceira
especial. Na terceira, décimo segundo lugar e na quarta
nono. Parque novamente. Agora as mesmas especiais serão
percorridas mais uma vez: fomos nono lugar na primeira, oitavo
na segunda, oitavo na terceira, e oitavo na quarta. Melhoramos
um pouco. Parque de Reparos por 45 minutos e depois Parque Fechado
para o pernoite. Fechamos o dia em sétimo na N4 e décimo
terceiro na geral.
Domingo, 8 de abril:
Neste dia sofremos uma penalização de tempo de
30 segundos por atraso. As especiais eram diferentes e bem mais
rápidas. Dos 103, apenas 67 carros iriam largar. Na primeira
especial, chegamos em quinto e, sucessivamente, chegamos em
oitavo, oitavo, sexto, oitavo, sexto, sexto e segundo.
No final, ficamos em quarto na N4 e sétimo na geral da
CODASUR. Foi uma grande experiência e o resultado foi
mais que comemorado. A equipe está de parabéns
e os pneus que utilizamos foram os excelentes Michelin. Agora
estamos com 12 pontos no Sulamericano. Nosso objetivo? Bom;
o tempo dirá. Agora é um bom resultado em Erechim.
Paulo Vignoli
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