Minas e o Graciosa
Por Cleso
Guimarães
Como Presidente do Rallye Clube de Minas Gerais, marquei
presença, junto com o Planeta Off-Road, no 21º Rallye
da Graciosa. Antes de mais nada, gostaria de agradecer à
FIAT que, através do Sr. Carlos Henrique Ferreira, que
nos cedeu um Brava HGT, e à Selènia que, na pessoa
de Márcia Borba, financiou a viagem.
Meu intuito nesta viagem foi de acompanhar a única prova
do Sul-Americano no Brasil, observando os detalhes do evento,
e dar assistência, na medida do possível, às
duplas mineiras Eduardo Cunha / Henrique Almeida e Eduardo Zenóbio
/ Marcus Oliveira.
Quanto à prova, o que mais marcou, infelizmente, foi
a não subida de Serra da Graciosa, uma estrada sinuosa,
de paralelepípedo e asfalto. A alegação
do Ministério Público (que embargou a subida)
foi de que o barulho dos carros afetaria a cópula das
aves. A todos que estiveram presentes no evento ficou um cheiro
de intriga política. Uma pena, pois os 39 inscritos levaram
para Curitiba cerca de US$20,000,000 entre carros, apoio, estadias,
imprensa etc. Com certeza, várias cidades se candidatarão
a receber o Sul-Americano no ano que vem. O ponto positivo foi
a cronometragem e a segurança, que sempre falham nos
rallies. A turma esteve impecável, a meu ver. Outro ponto
positivo foram os apoios. O pessoal do apoio de Minas teve uma
aula teórica e prática formidável. Vocês
já imaginaram a troca de um eixo traseiro em menos que
4 minutos?
Quanto às duplas mineiras, o resultado conseguido já
diz tudo. Fomos e vencemos, demonstrando que, mesmo com equipamento
inferior, como sempre, conseguimos nos superar. Vale ressaltar
que a dupla Eduardo Zenóbio / Marcus Oliveira concorreu
na categoria mais disputada (N2) e conseguiu acabar com a hegemonia
de Rafael Pomerode (Seat). Não posso nem contar o que
ele disse... Quanto à dupla Eduardo Cunha / Henrique
Almeida, teve o mérito de saber administrar para chegar,
já que outros concorrentes da categoria, com carros mais
preparados, quebraram.
No âmbito geral, comparando uma prova do Mineiro com outra
válida para o Brasileiro e Sul-Amenricano, chego à
conclusão de que nossos eventos estão em condições
de igualdade em termos de competidores e organizadores, ou seja,
estamos evoluindo em conjunto (mesmo que defasados no tempo).
Já o Brasileiro, nesta etapa, que é a mais importante
do ano, mostrou que as equipes estão bastante evoluídas,
mas as provas continuam deixando a desejar, principalmente
no que tange a promoção do evento. Quanto aos
pilotos mineiros, nada mudou: continuamos andando na frente,
mesmo com equipamento inferior. Imagine quando tivermos um equipamento
de primeira linha. Não gosto nem de pensar, mas trabalho
todo dia para isto acontecer!... |
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