Preparando-se para o Sertões
Foto: divulgação
A
menos de três meses para o início do Rally Internacional
dos Sertões, o Diretor da Dunas Race, Marcos Ermírio
de Moraes, partiu para o Saara, para competir no Rally da Tunísia,
etapa do Campeonato Mundial de Rally Cross-Country. Missão:
buscar mais know-how para a realização do maior
rally da América Latina, tendo uma idéia do ponto
de vista do piloto durante a competição. Veja
o que ele tem a dizer sobre isso e sobre o cross-country brasileiro
de uma maneira geral.
Planeta Off-Road: Sabe-se que um dos principais objetivos
de sua participação no Rally da Tunísia
foi buscar mais know-how para a realização do
Rally Internacional dos Sertões. Por que você optou
por participar competindo e não acompanhando a organização?
Marcos Ermírio de Moraes: Optei por participar
competindo para ter uma idéia do ponto de vista do piloto,
já que, em algumas decisões e ocorrências,
isto facilita.
Planeta Off-Road: Que tipo de informação
você obteve na Tunísia que poderá lhe ser
útil na organização do Sertões?
Moraes: No estágio em que estamos, são
mais detalhes que farão a diferença, tais como
cronometragem (tamanho da equipe), informativos diários,
postos de neutralizados, além de muitos contatos com
pilotos e jornalistas que estarão presentes no Sertões.
Planeta Off-Road: Observando uma prova como o Rally
da Tunísia, você acredita que o Rally dos Sertões
já reúne condições para fazer parte
do Campeonato Mundial de Rally Cross-Country? Por que?
Moraes: Perfeitamente; o que nos falta é uma maior
dedicação das entidades desportivas brasileiras
(CBA e CBM) para viabilizar isso. Na atual conjectura, é
mera politicagem.
Planeta Off-Road: Você acredita que os pilotos
e navegadores brasileiros estão hoje no mesmo nível
dos grandes feras do cross-country internacional? Por que?
Moraes: Acho que sim, mas ainda temos diferenças
grandes de equipamentos, principalmente nos carros. E uma demanda
maior de patrocinadores.
Planeta Off-Road: Faça um breve comentário
sobre o novo regulamento do rally cross-country brasileiro,
aprovado recentemente pela CBA.
Moraes: O novo regulamento (2001) foi um grande passo
para o cross-country brasileiro, pois ajustou determinados critérios
de preparação e tipos de categorias, trazendo
uma maior competitividade para as provas, além de facilitar
a vida dos organizadores. Mas ainda será preciso fazer
algumas alterações para 2002. |
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