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Canastra Expedition 2001
Texto e fotos: Luciano Dellarole

Sete 4x4 com 20 pessoas a bordo tiveram o privilégio, entre os dias 09 e 12 de novembro, de desfrutar das belezas da Serra da Canastra. Passando antes pelo incrível chapadão da Babilônia (foto), o grupo percorrendo cerca de 300 quilômetros off-road, visitando as cachoeiras do Quilombo, Casca D'Anta (parte baixa e parte alta) e a nascente do rio São Francisco, o "Velho Chico" como é reverenciado popularmente. Foram quatro dias de comunhão total com a natureza e distanciamento dos problemas rotineiros e práticas habitiuais (celular / computador / TV / vídeo-game).   

Os off-roaders

Marco e Karina Lauria, Roberto e Doroti Fadlalla, Peter e Walquiria Bernhardt, Valdir e Elisangela Amaral, Celso e Alessandra Pavão, Fernando Stéfano Paraguassu e Mario Beck Bottion, Luciano e Rosa Dellarole. Cada dupla recebeu um troféu personalizado em argila com uma miniatura no gênero e na cor aproximada do seu 4x4. Idéia apreciada por todos, crianças ou "crianções". Foi entregue também a cada 4x4, uma sacola contendo kit de produtos da Autoshine, patrocinadora do evento. A Kia Motors do Brasil apoiou a Organização, que utiliza um Sportage.

A idéia de integração dos eventos do Off Road Adventure Team foi muito bem exemplificada pelo perfeito entrosamento entre os pequenos Enrique e Guilherme Lauria , Diego e Felipe Pavão e Richard Amaral (idades entre 2 e 8 anos) coordenados pela já mocinha Camilla Lauria (11 anos).

Como foi o Canastra Expedition 2001

Bastante poeira e poucas poças, apesar dos chuviscos constantes durante todo o domingo quando foi visitada a parte alta da Casca D'Anta, não desanimaram o grupo que tinha seis crianças que puderam avistar já no primeiro dia um belo exemplar do Tamanduá Bandeira, um dos símbolos do Parque Nacional da Serra da Canastra e da fauna brasileira em geral. Um lance de sorte, pois Peter e Wal, que frequentam há quase 20 anos a região, nunca viram um tamanduá, e ainda não foi dessa vez. Por ser o 'carro-vassoura' não teve tempo de ver o animal que parece ter vindo nos recepcionar no caminho para a cachoeira do Quilombo.

Apesar de poucas, uma poça de barro no segundo dia foi suficiente para tingir os carros de vermelho, fazendo a alegria dos off roaders. A travessia de cinco cursos d'água por nove vezes deu um toque especial ao roteiro do Canastra Expedition 2001 que soma cerca de 120 transposições por 80 mata-burros diferentes e 50 passagens por 30 Pontes! A subida com os 4x4 ao mirante (foto) num local diante da queda da Casca D'Anta exigiu tração e reduzida - morro acima e morro abaixo - e todo o cuidado dos off roaders no momento da descida.

As pousadas na zona rural, em fazendas, possibilitaram o contato com pavões, macacos, siriemas e amistosos cães. O gado pelo caminho é um detalhe constante nos roteiros. Tucanos encantaram os participantes com o seu belo colorido. Uma fêmea Saracura não tão amistosa investiu a bicadas contra alguns integrantes numa ocorrência com lances hitchcokianos (Os Pássaros). Já a visualização de diversos pica-pau foi tranqüila e prazeirosa.

O lobo Guará não se apresentou dessa vez, embora o pessoal do IBAMA tenha nos informado que tem sido comum a aparição de uma fêmea com quatro filhotes nos finais de tarde. O Silvano do Capão Forró (pouco antes da portaria do Parque - local não visitado pelo grupo) confirmou que é esse o horário com maior possibilidade de se encontrar a família lupina.

A água gelada no poço da parte baixa da Casca D'Anta (foto) não impediu o banho de alguns ao lado do arco-íris na horizontal em relação à superfície da água da piscina natural, num espetáculo tão deslumbrante quanto raro.

Nos quatro dias os participantes tiveram oportunidade de nadar ou refrescar-se em águas cristalinas. O encerramento foi no passeio de lancha nas águas do rio Turvo represadas pela hidrelétrica de Furnas. O Canyon é um lugar inesquecível, marcante. A parada para um banho, mergulho ou snorkel é uma linda experiência. De volta à estrada a passagem sobre a barragem de Furnas é válida, principalmente no ano do racionamento.

Serviço

Parque Nacional da Serra da Canastra
Ingresso: R$ 3,00.
É cadastrado um veículo pelo grupo e um responsável.
Não é permitido entrar com bebidas alcoólicas.
Velocidade máxima 40 km/h.

Taxa de Manutenção Ambiental para visita ao Capão Forró R$ 3,00.

Passeio de lancha na represa do Turvo com parada no Canyon R$ 20,00.(por pessoa) 

Abastecimento de combustível:
Em Passos (MG) e em São José do Barreiro (na região da Canastra).
Dica: Em São Roque de Minas (Canastra) e em Piumhi (MG) o preço é 10% mais alto.

 

 

 

Dotzi Planeta Off-Road
geral@planetaoffroad.com


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