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Jeep Universal - parte 2

O que você vai ler a seguir é o teste do Jeep Universal (Willys Overland do Brasil), publicado na revista Quatro Rodas, em sua edição de janeiro de 1.964. O texto original foi dividido em três partes e transcrito literalmente. As fotos que acompanham a matéria também são as originais, publicadas na revista. Nesta edição, você fica com a segunda parte do teste; a primeira já está no ar (ver índice da seção) e a terceira será publicada no próximo mês. Fique de olho!

TESTE ESTÁTICO
INSTRUMENTOS

1 - Indicador de luz alta dos faróis
2 - Velocímetro
3 - Indicador de carga de bateria
4 - Indicador de temperatura
5 - Odômetro
6 - Indicador de combustível
7 - Indicador de baixa pressão de óleo

COMANDOS

1 - Acelerador de mão
2 - Controle do abafador
3 - Alavanca do freio de estacionamento
4 - Volante
5 - Interruptor de luz baixa e alta dos faróis
6 - Pedal da embreagem
7 - Alavanca de mudança
8 - Interruptor de ignição e partida
9 - Interruptor de luzes
10 - Pedal do freio de serviço
11 - Pedal do acelerador
12 - Alavanca de ligação da tração dianteira
13 - Alavanca da redução
14 - Alavanca do guincho
15 - Alavanca do guincho

DISTRIBUIÇÃO DE CARGA PELOS EIXOS

A viatura descarregada (ilustração ao lado) apresenta uma absorção de carga no eixo dianteiro, da ordem de 55,6% de seu peso total. Na hipótese contrária, a distribuição de carga praticamente se inverte, passando o eixo traseiro a figurar com 60% de solicitação. É válida a estimativa para a divisão proporcional de carga entre os dois eixos, no caso de viajarem o motorista e dois passageiros, estes no banco traseiro. A sensibilidade de direção praticamente não se altera, variando apenas o grau de esforço para acioná-la. Com carga maior, a direção torna-se mais leve. Trata-se de uma distribuição muito boa.

VISIBILIDADE

O Jeep tem dois limpadores de pára-brisa: um a vácuo, à frente do motorista, outro manual, à direita. O primeiro funciona a 60 ciclos por minuto e seu comportamento normal indica um aumento dessa freqüência quando em freio motor, a par de um decréscimo, nos períodos de aceleração. Ambos os limpadores satisfazem parcialmente, sendo o manual, evidentemente, incômodo, além de restringir a visibilidade com chuva à área imediatamente à frente do condutor. O pára-brisa pode ser varrido pelos limpadores em 45,6% de sua área total e a palheta do limpador a vácuo supera a do limpador manual. Visibilidade dianteira: boa. A visada lateral é melhor que a traseira, devido ao espelho retrovisor lateral (não dispõe de espelho retrovisor interno). A lateral direita não é atendida, quando é visada. Os plásticos transparentes permitem visão complementar.


IMPERMEABILIDADE

Observam-se no Jeep alguns pontos de penetração de água, decorrentes da capota de plástico, cujas junções não permitem vedação completa (gráfico). Evidentemente, ninguém espera vedação igual às que caracterizam os carros de capotas metálicas. Menos aceitável é a infiltração em pontos como o pára-brisa. Quanto ao pó, a penetração é também sensível - com índices razoáveis, porém, se considerarmos tratar-se de um utilitário.

Fonte: Revista Quatro Rodas, edição de janeiro de 1.964.

 

 

 

Dotzi Planeta Off-Road
geral@planetaoffroad.com


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