Quando a
Willys-Overland começou a produzir efetivamente o seu
veículo militar polivalente (classificado como MA e depois,
em 1941, como MB), o nome Jeep torna-se seu sinônimo e
em muito pouco tempo nome comum. Entretanto, a origem da marca
Jeep é objeto de controvérsias, da mesma forma
que a origem do próprio nome.
Muitas pessoas afirmam que a palavra Jeep se origina da má
pronuncia da abreviação de G.P. (General Purpose),
que significa uso geral. GP foi o nome que o exército
deu a este veículo de reconhecimento, com tração
dianteira e capacidade de carga útil de 250 kg. Mas,
segundo o Coronel A. W. Herrington, esse nome era utilizado
em Oklahoma desde 1934 e designava um caminhão equipado
com isntalações especiais para furar poços
de petróleo.
Um
outra origem possível do nome vem de um piloto de provas
da sociedade Minneapolis Moline Power Implement Co. Os responsáveis
por essa sociedade declaram que o Sargento James T. O'Brien,
ligado à 109ª companhia, em Fort Ripley, participou
de uma sessão de provas de veículos de 4 ou 6
rodas, criados pela Sociedade, em meados da década de
40. Ele teria chamado o veículo de Jeep, em referência
ao personagem "Eugene the Jeep" de 1936, da história
em quadrinhos Popeye, de E. C. Segar. Eugene the Jeep era um
animalzinho esperto que tinha o poder de ir e vir a toda parte
e de resolver todos os tipos de problemas.
A referência a Eugene the Jeep deu origem a um artigo
no Washington Post, em 23 de abril de 1944. "Para a origem
do monossílabo Jeep, parece que não há
nem mistério nem controvérsia. A palavra apareceu
pela primeira vez como nome genérico de uma criatura
amável e exótica, de sexo indeterminado, introduzida
em meados dos anos 30, naquela que se tornou uma história
em quadrinhos muito popular".
Ainda
a esse respeito, Irving "Red" Hausmann, piloto de
provas da Willys-Overland, que dirigiu o primeiro veículo-modelo
em Camp Holabird, afirmou: "é preciso fazer uma
certa distinção no que se refere ao nome do nosso
veículo. Senti muito orgulho ao dirigir o veículo
que tínhamos desenvolvido e não gostei das pessoas
confundirem-no com o Blitz Buggy, da Bantam, ou com o GP, da
Ford. Por isso, adotei o nome que os soldados tinham usado em
Camp Holabird."
Mesmo que Reid não tenha criado ou inventado a marca
Jeep, ele pode ter sido o primeiro responsável por sua
difusão na imprensa. Isso porque fez uma demonstração
do veículo para um grupo de empresários em Washington,
chamando-o de Jeep. Neste dia estava presente Katherine Hillyer,
jornalista do Washington Daily News que, em seu artigo de 20
de fevereiro de 1941, escreveu a legenda: "O Jeep sobe
os degraus do Capitólio", acompanhando a foto do
veículo.
A importância dos Jeep durante a Segunda Guerra Mundial
é um fato incontestável. Tanto que o General George
C. Marshall considerou o Jeep como "a maior contribuição
da América à guerra moderna".
O Jeep serviu em todas as frentes da Segunda Guerra: foi veículo
de reconhecimento, pick-up e limosine de linha de frente. Serviu
de carreta para metralhadoras, para porta-munições,
transportou lixo, foi carregador de cabos e até taxi.
Nas Ardenas, durante a batalha de Bulge (1944 / 45), os Jeep
carregados de macas, transportando feridos, abriram caminho
em direção às zonas seguras, diante dos
blindados nazistas. Os Jeep rebocaram os canhões "antichar"
(37 mm), das areias do Sahara, dos pântanos da Nova Guiné
e das extensões nevadas da Islândia até
os locais de combate. No Egito, os britânicos usaram uma
patrulha de Jeep para atacar uma frota de petroleiros, a caminho
das forças armadas de Rommel, na véspera da batalha
de El Alamein. Já em Guadalcanal, os Jeep fizeram parte
do combate com os marinheiros americanos.
O nome Jeep tornou-se tão forte que, em 13 de junho de
1950, a Willys-Overland registrou-o como marca nos Estados Unidos
e no mundo. Hoje, Jeep é uma marca registrada da Chrysler
Corporation.
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