|
O
Niva na visão de Miguel de Moraes
"Eu uso o Niva pra tudo. É meu único veículo
no momento". Considerando a opinião de Miguel
Augusto Najar de Moraes, concluímos tratar-se de um
4x4 originalmente pronto para o uso urbano e também
off-road, sem maiores preocupações. Se
bem que, como os demais jipes e picapes off-road, possue vantagens
e desvantagens no que diz respeito ao desempenho, manutenção
e conforto. Nesta história, um bom parâmetro
para avaliar as características do veículo é
observar como ele está preparado e como é sua
utilização. No caso aqui em questão o
proprietário se incubiu de apresentar o raio X de seu
Niva e explicar as causas de ele ser melhor em determinadas
questões e qual é o seu problema exclusivo em
comparação aos outros modelos.
"A
manutenção do veículo, depende, obviamente,
de quanto e como é feita sua utilização.
De modo geral não considero seu custo elevado, até
porque eu mesmo faço parte da manutenção
preventiva. O Niva possui uma lógica de mecânica
muito fácil e o acesso às peças é
feito de maneira confortável, exceto o motor de arranque
que para ser retirado é um 'parto'. O único
problema crônico do Niva é o acoplamento da caixa
de transferência que quebra pelo menos uma vez por ano.
A peça custa R$ 90,00 e vão mais uns 40,00 de
mão de obra. O gasto médio por mês é
de R$70,00 (isso cobre pastilhas de freio, filtros de ar e
óleo, peças de reposição da suspensão
e limpeza de carburador)".
"Para assistência técnica em Belo Horizonte
temos poucas opções, mas tenho sido bem atendido
pelo pessoal da República Off Road. A disponibilidade
de peças no mercado é razoável. Quando
não se encontra aqui é só pedir em São
Paulo. O problema é ficar sem o carro por uns cinco
dias, pois o primeiro é para diagnóstico e procura
aqui em Belo Horizonte, três dias de espera e mais um
para o reparo, além é claro, do custo do Sedex".
"O consumo de combustível na cidade é entre
7,0 e 8,5 Km/l, dependendo do trânsito, de como você
'toca' o carro e dos pneus que usa. Recomendo pneus mistos.
Na estrada de asfalto o consumo é de uns 10,0 Km/l
e na terra com a reduzida ligada cai para uns 4,0 a 5,0 Km/l.
(Gasolina)".
Quanto a performance do veículo: "Em trilhas o
desempenho é prá lá de satisfatório.
Na categoria Jeep é melhor que o Willys e Samurai.
Só o Vitara tem desempenho melhor em determinadas situações.
Em viagens é mais confortável que qualquer Suzuki,
L200 e Hilux. Digo isso por experiência própria.
Já fiz viagens em todos eles, tanto como motorista,
quanto como passageiro. O banco de trás dá de
dez a zero em qualquer um. Só a capacidade de carga
é inferior à pick-ups citadas. Fiz uma viagem
de 3.500 quilômetros até Bonito-MS com mais três
passageiros e ninguém chegou quebrado. No uso urbano
é muito pesado. Falta direção hidráulica.
Mas tem a vantagem de não criar preocupação
com arranhões quando está estacionado. Um arranhão
a mais é sempre um local a mais para um adesivo e também
ninguém escreve no vidro traseiro "lave-me por
favor". Até porquê sabe que esse tipo de
pedido é inútil. No máximo lavo o vidro
e só!"
O conforto pode ser melhorado. O proprietário tem uma
dica: "Os bancos da frente originais são péssimos.
Troquei pelos do Samurai e ficou excelente. No mais é
espaçoso e ninguém fica com as pernas apertadas.
Atrás, contudo só cabem duas pessoas com conforto.
Se colocar três, todo mundo vai ficar apertado por causa
da caixa de roda traseira que se projeta para dentro do habitáculo".
Este é o Lada Niva/93 de Miguel de Moraes, projetista,
proprietário desde 2001. Lembre-se que cada veículo
deve ser devidamente inspecionado e equipado adequadamente
de acordo com a utilização pretendida.
|